quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Quem ensinou que professor não trabalha?



Aluno - Você tá procurando emprego? Vi umas vagas...
Eu - Não, eu já tenho emprego. Sou professora.
Aluno - Mas você não quer trabalhar, só dar aulas, então?
Eu - Isso. SÓ dar aulas já tá bom. Gosto de trabalhar não.

Entre rir e chorar, escolhi a primeira opção.
Pior foi quando ouvi isso de um amigo. Entre rir e chorar, queria dar na cara dele.

Sem perceber, e pensando fazer o exato oposto, as pessoas ligam trabalho a algo penoso, podante, desgastante, frustraste e emburrecedor. Assim, como trabalhar com educação, apesar de suas dificuldades, é engrandecedor, prazeroso e gratificante, não há mesmo como ligar uma palavra tão nobre a uma tão 'usada'.

Acima, imagem de Miau e Faísca, alunos discretos e super blasés que deitam em algum lugar próximo de onde fica a mesa de estudos e 'assistem' à aula toda.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Alta cotação de felicidades em Euros!

Adeus ano velho...

Mais um texto de fim de ano. Nele, eu devo dizer que meus sentimentos estão ambíguos, que há muito de bom a agradecer e muita coisa com a qual eu ainda estou lidando e resolvendo e tudo mais.

Faz um tempo que não tenho aquelas resoluções para começar um ano e terminar na maior decepção de não ter concluído a lista (ou parte dela). A gente vai aprendendo pela vida, vivendo. Essa coisa de promessa é como dieta na segunda-feira. E, até hoje, todas as dietas que eu comecei desse jeito deram errado.

Nessa mesma época no ano passado, procurei um terapeuta para tratar traumas que se misturavam no campo profissional e no pessoal. Uma oportunidade tornou-se um pesadelo e uma das grandes decepções da minha vida. Coisa ainda não resolvida, por mais que eu insista que sim.

Saí de uma depressão super difícil que durou pouco mais de um ano e durante a qual eu não conseguia me relacionar com quase ninguém. Não, não é com você. Quando seu amigo tiver com depressão, não pense que é frescura ou qualquer coisa assim. Ou ainda que é algo relacionado a você. E se você achar isso, pergunte. Estamos todos sujeitos a cair no poço. Às vezes ele é mais profundo e para sair é preciso de uma mão, uma luz, um apoio.

Mas existe uma fase pós-depressão durante a qual você mistura a necessidade e força de sair e reencontrar seus amigos e a necessidade de se manter distante. Talvez por medo (dos outros e de si), talvez por insegurança e, acho que meu caso tende mais a esse lado, por desconforto.

Com mais sucesso esse ano, pós-período traumático, eu saí mais vezes e me mantive aberta para algumas oportunidades de conhecer gente. Por outro lado, minha vida profissional oscilava muito entre a certeza de me saber competente e a luta pelo respeito no ambiente de trabalho. Além disso, minha felicidade nunca esteve atrelada ao meu trabalho, por mais que me deixasse muito satisfeita sempre me saber muito boa no que eu fazia (e faço, hoje esporadicamente, como freela).

Minha paixão sempre foi a educação, as línguas, a sala de aula. É o lugar onde eu consigo ser feliz por trocar, criar novos conhecimentos, compartilhar, acompanhar o desenvolvimento das pessoas, apelar para seus sonhos e ajudá-las a chegar lá de maneira mais certeira. Assim, no meio do ano, uma conversa com minha mana Ana me fez ver que eu precisava voltar aos estudos e fazer aquilo que me fazia sorrir.

Iniciei a licenciatura e estou com um projeto de mestrado do qual me orgulho muito. Depois de um desligamento nada amigável, retornei às aulas de línguas e tive uma resposta positiva muito rapidamente - aulas em uma escola em que adorei trabalhar e a espera de outras duas confirmações, além dos 4 alunos particulares e todo o plano de vida começando a caminhar com o objetivo cada vez mais claro e próximo.

Durante a depressão, não conseguia ver que magoava aqueles que me amavam e, principalmente, meu namorado que nunca se afastou de mim e esteve sempre me apoiando, compreendendo e me dando a mão, ouvidos, ombros, risadas e coração.

Hoje, algumas dores ainda não se dissiparam por completo e a sensação de desconforto me acompanha em muitos momentos. As aulas, minha casa e meu namorado são os momentos que essa sensação me deixa e eu sei exatamente quem sou. Por quê? Talvez porque eu tenho certeza do que quero fazer, mesmo que ainda não tenha a segurança financeira alcançada, e meus pais e namorado estiveram comigo mesmo com todos esses problemas. Eles me conhecem e me reconhecem debaixo dessa carcaça de segurança que criei para sair por aí.

Assim, há uma trava para ultrapassar esse barreira que eu criei e eu não consigo saber por onde começar. Eu sei que estou no momento pós-depressão, mas que já dura tempo demais. Eu sei o que eu preciso fazer mas é difícil. Ainda mais sem um puto no bolso. Ainda mais com todas as pendências que me forçaram a arcar agora. Há muitos momentos em que eu sou o que sempre fui, em que eu dou a minha risada, faço a blasé e encaro qualquer coisa. Mas há momentos, e não ter dinheiro complica um monte, em que eu não consigo sair da toca. Que eu marco coisas e não tenho vontade (seria mais força) para ir. E eu sei que quando vou sou bem feliz!

Talvez seja essa a minha única resolução de ano novo. Curar esse buraco no peito. Podia usar um pouco dos quilos que me dei de presente esses anos para tapar esse rombo. Mataria dois numa só.

Esse texto acabou completamente diferente do que estava planejado na minha cabeça. Parece que escrever me dá esperança e que os espaços entre um texto e outro devessem ser menores. Isso poderia ajudar. Mas não vai virar resolução de ano novo, porque, para quem não tinha nenhuma, eu tenho duas das complicadas para lidar no ano do fim do mundo.

FELIZ 2012!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Amizade para sempre


Acho que tínhamos 9 anos quando nos conhecemos. Eu tinha uma caixa de lápis de cor daquelas completinhas e morria de medo que ela ficasse velha, com cores faltando, sem ponta. Preocupação besta. E ela me pediu emprestada bem essa caixinha que eu tinha todo cuidado do mundo para não ser usada. E foi assim que a gente se conheceu. Numa tarde no jardim dos girassóis da escola, lá estava eu sozinha querendo desaparecer do mundo, enquanto ela espalhava uma verdade dolorida para os amiguinhos da sala. Eu era egoísta e fresca.

Não sei bem como o rumo da nossa história mudou, mas pouco tempo depois já nos trancávamos nos nossos quartos para estudar e fazer os trabalhos de escola mais mirabolantes que eu me lembro de ter feito. A gente também jogava handball e era a maior diversão. Éramos boas no esporte também. Ganhamos todos os jogos contra uma tal Nossa Senhora do Morumbi. A Zélia Duncan era nossa trilha sonora com a sua Catedral, gritada sempre na escola ou numa casinha de sapê.

Um dia, tive que ir embora e me despedir foi talvez a coisa mais difícil que eu já fiz na vida. Nem fazer novos amigos foi tão difícil quanto deixar para trás aqueles com quem eu descobri muito sobre mim mesma, sobre compartilhar, dividir. Fiquei um ano longe, mas havia ligações para São Paulo para contar todas as maravilhas e barbaridades conhecidas num Estado distante.

Quando voltei, quebrada e sem a possibilidade de dividir mais os anos de escola com todas essas pessoas incríveis, foi ela quem foi a mais incrível e amiga de todas. Foi ela que não me esqueceu, não me deixou só e me convidava para tardes na piscina, festinhas no salão do prédio e aventuras de elevador.

A gente seguiu rumos diferentes, mas sempre buscamos uma maneira de nos encontrarmos. Desde os 9 anos, mesmo que fiquemos um tempo sem nos ver, uma hora a gente lembra do que uma significa para a outra e saímos a nos procurar. E encontramos do outro lado o mesmo amor, carinho e atenção que estava quando éramos crianças ainda.

Hoje é aniversário dela e nós vamos brindar a esses 17 anos de amizade. Thá, felicidades, amor, saúde e que a gente continue a se encontrar sempre. Obrigada por essa história especial e pelo tanto que eu sinto saudade.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Literatura e história, algumas das minhas paixões

Escolhi as letras para formar minha visão crítica do mundo, meu conhecimento sociológico e minha tentativa de apreender o mundo pela literatura. As letras surgiram para mim como uma forma de ler para aprender a escrever. Era isso o que eu queria quando comecei a estudar os grandes.

A necessidade de desenvolver artigos, ensaios e análises, fez nascer uma vontade de pensar pela minha cabeça e assim montei meu blog, o meio moderno mais rápido de testar e experimentar as formas e ferramentas que vão sendo acumuladas não só na academia, mas pelas ruas adentro. Com ele, descobri habilidade em forma e experimentei o sentimento de não só preencher páginas em branco, mas o de encarar o leitor como um crítico.

Leitor crítico, aliás, foi a denominação mais caçada durantes os anos de faculdade, herança da tradição marxista que o instituto segue. E já que citei Marx, gostaria de apresentar a matriz dialética do conceito de história, o que ela tem que me encanta e como a arte faz com que essa realidade seja aplicada de maneira completa, tridimensional, sublime.

O centro do pensamento de Marx se concentra na contradição, a seus olhos, inerente à sociedade moderna a que dá o nome de capitalismo. A obra de Marx demonstra essa contradição como sendo inseparável da estrutura fundamental do regime capitalista e do movimento histórico. A luta de classes é o ponto de partida para a elaboração de sua interpretação histórica, já que a partir do presente encontra diferentes sociedades históricas com equivalentes.

A história para Marx apresenta as ideias se realizando e perdendo sua arbitrariedade. Apoiam-se na economia, na prática, nos sistemas e nas relações de produção. A história é atividade prática. Assim, a consciência em Marx é reflexo da realidade. Os homens reais, atuantes, condicionados a forças produtivas e a relações que lhes correspondam são os produtores de suas ideias.

A literatura é um discurso - produto do contexto no qual é realizado e 'produtor' de ideologias, significados e identidades. A arte, a literatura, portanto, é a transposição do real para um mundo ilusório por meio da estilização formal da linguagem. Nela se combinam vinculação à realidade natural ou social e manipulação técnica. A literatura nasce, assim, da relação que as palavras estabelecem com o contexto. A linguagem literária ocorre quando seu uso instaura um universo, um espaço de interação de subjetividade, escapando do previsível e do estereótipo das situações e usos da linguagem que configuram a vida cotidiana.

Assim, a literatura é uma forma de estudar não apenas um recorte histórico-social, mas o discurso do momento do recorte e da situação da enunciação dentro do texto. Sua beleza vem do fato de conseguir reunir em personagens e localizações a luta, a contradição, o movimento das ideias se realizando e perdendo sua arbitrariedade.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Afér (SIC SIC SIC!!!!)

Imagine engravidar desse cara? Entrei em pânico! Se ele não consegue formar uma frase completa, é certo não ter parte para doar em QI se essa tragédia acontecer. Meu deus, o que eu ia fazer? Eu tirava! De repente aparece uma coragem inexistente. Chá de canela, check. Pulos para trás, check. Álcool, melhor se fosse puro.

Ele me deu seu jornalzinho de poesia (!!) e eu não tinha coragem de abrir e ler. Não naquela situação. Não com aquele medo. Não com a possibilidade de olhar para minha barriga e falar 'olha, filho, o papai escreve ESSA PORCARIA!'. Mas burra mesmo fui eu. Como eu deixei minha preocupação em ser ortograficamente correta por uns beijinhos em todas as dimensões? Eu não consigo nem lembrar se foi bom. Duvida? Não me lembro de nada. Muito menos das bobagens soltas sem s's, comendo vírgulas e o meu bom senso.

Com todos os sinais na minha cara! Os sinais e nenhuma objeção. Se eu tivesse ouvido atentamente o 'Vamos SI falar' e o monte de SEJE's cuspidos na minha cara, ah! eu não passaria dias com esse jornalzinho na mão e com o pavor arrepiando o meu corpo todo. Com tanta tatuagem pelo corpo, devia ter o dicionário no lugar de tanto desenho!

As forças superiores sabem o que fazem e me sinto aliviada quando me lembro desse episódio. Rasguei o tal jornalzinho e botei fogo. Fiz com muito gosto depois de ler ‘perca de tempo’ em alguma poesia (???). PerDa de tempo é ser tão linguisticamente abusada e se lambuzar com a merda toda.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ele varre as ruas todas as manhãs


Joaquim tem uma barraca de doces na Faria Lima, quase esquina com a enlouquecedora Rebouças. Vende salgadinhos, bolachas, balas, chicletes e é sempre possível encontrar uma latinha de refrigerante ou uma garrafa de água suando pelo contato inusitado de sua superfície quase congelada com o ar quente desse verão que está sempre a chegar, até quando chega.

Todos os dias, por volta das 9 horas da manhã, ele monta seu carrinho que fica guardado no estacionamento de um prédio comercial. Todos os dias ele chega sorrindo, fala bom dia para quem estiver perto ou por quem cruzar seu caminho. Todo dia dezenas de pessoas o cumprimentam com um 'Seu Joaquim', mesmo ele não aparentando mais do que 30 anos.

Joaquim veio há 13 anos de Lauro de Freitas, famosa por ser a cidade natal de personalidades como o Popó e o Jimmy Cliff brasileiro. Não fugiu de nada. Ele veio porque queria trabalhar numa padaria de São Paulo. Trabalhou em três, mas não acertou a massa do pão francês e não tinha afinidade com outras nacionalidades para se aventurar em novas receitas.

Largou a escola para ajudar na construção da casa de seu irmão mais velho em Capão Redondo, onde mora. Sua namorada, Rosa, ajuda Joaquim a desmontar o carrinho, por volta das 19h, e vai com ele para o supletivo, curso que começaram juntos esse ano, assim como a organização do casamento que será na cidade dela, Camaçari, em 2013. Joaquim é apaixonado por Rosa. E ela se faz de difícil. Mas apesar de durona, Rosa quer uma vida com ele, inteirinha e cheia de baldeações.

Meu ônibus chegou e eu me despeço de Joaquim. Sento na janela e aceno para a história que criei. Ver um homem todo cheio de animação para vender suas balas e chicletes no meio do caos da Faria Lima em obras, a varrer, todos os dias, as adversidades e sujeiras da vida numa cidade como São Paulo. E lá vou eu tentar varrer as minhas num bairro longínquo, sem doces porque estou (eternamente) de dieta.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Saudade, intensidade e eu

Talvez seja o momento da minha vida, não me pergunte o porquê, mas tudo tem me dado saudade. Inclusive coisas e pessoas com as quais convivo. Mas parece que estou suspensa numa outra realidade que não aquela de que sinto saudade. Parece uma coisa meio romântica essa de achar sempre o que já foi maravilhoso em detrimento daquilo que se vive hoje, mas talvez sem esse detrimento. Eu não acho minha vida menos legal do que esta outra que vive a me visitar em lembranças. Talvez seja um movimento normal de quem vai ficando mais velho. Talvez seja natural sentir saudade de algo ou alguém que nos fez feliz.

O que me intriga é: eu não consigo me lembrar da melancolia que me acompanhava nesses dias saudosos. Mas eu sei muito bem que existia isso e mais um pouco de amargura, em certo sentido. Existia também uma sensação constante de solidão, por mais gente que houvesse around. Havia uma vontade enorme de amar, coisa que eu fazia e me apaixonava a cada dia, semana, mês. Mantinha uma outra paixão mais séria embaixo de todo esse suposto desprendimento. E brincava de ser uma ameba, coisa que estava sempre bem distante de ser. Porque apesar do superficial bem-estar e do comportamento sempre meio blasé, eu chorava debaixo do meu edredon antes de dormir.

E assim, de lembrança em lembrança, eu vou constatando que até aqui eu fiz tudo certinho. As cagadas também. Porque quando eu caguei, meu bem, também foi muito bem cagado. E por mais que ainda sai fazendo muita besteira, abraço as experiências e as vivo plenamente. Sorrindo ou chorando.

E mais uma vez, o texto do Contardo de hoje fala exatamente sobre isso, sobre essa a possibilidade rica de viver intensamente tanto a felicidade quanto a tristeza (e no caso do texto, o luto, a falta). E só para concluir, insiro somente uma frase do texto, que você pode ler aqui: 'Meu ideal não é a felicidade, mas a variedade e a intensidade das experiências, sejam alegres ou penosas'.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

It's gotta be loud!



Dar aulas te faz conhecer muita coisa e ensina muito pela quantidade de pesquisa, não só linguística, que se faz para preencher aulas de conversação, leitura e escrita. Pelo menos para mim, que me recuso a dar aqueles textos bestas sobre profissões, tipos de árvore e quetais para gente com mais de 15 anos.

Na aula de ontem, conversation+reading+writing, usei uma matéria da última Newsweek sobre o fotógrafo Daniel Berehulak, que registrou no Paquistão imagens da devastação no ano passado causada pelos dilúvios de monções. Achei que esse era um bom gancho para procurar outras informações sobre o país que fugissem do sempre extremismo religioso, política conturbada, terrorismo, ataques e bombas.

Não se acha muita coisa diferente, ainda mais quando você procura um dia antes (I'm not proud). Mas encontrei um poeta muçulmano americano que deixou todo mundo na aula de boca aberta e arrepiado. Trabalhar com esse tipo de informação, com cultura, com essa descoberta é emocionante, lindo, engrandecedor. Isso me faz ter esperança. A educação me faz ter esperança.

Veja por você mesmo:

How to Write a Political Poem
By Taylor Mali
www.taylormali.com

However it begins, it's gotta be loud
and then it's gotta get a little bit louder.
Because this is how you write a political poem
and how you deliver it with power.

Mix current events with platitudes of empowerment.
Wrap up in rhyme or rhyme it up in rap until it sounds true.

Glare until it sinks in.

Because somewhere in Florida, votes are still being counted.
I said somewhere in Florida, votes are still being counted!

See, that's the Hook, and you gotta' have a Hook.
More than the look, it's the hook that is the most important part.
The hook has to hit and the hook's gotta fit.
Hook's gotta hit hard in the heart.

Because somewhere in Florida, votes are still being counted.

And Dick Cheney is peeing all over himself in spasmodic delight.
Make fun of politicians, it's easy, especially with Republicans
like Rudy Giuliani, Colin Powell, and . . . Al Gore.
Create fatuous juxtapositions of personalities and political philosophies
as if communism were the opposite of democracy,
as if we needed Darth Vader, not Ralph Nader.

Peep this: When I say "Call,"
you all say, "Response."

Call! Response! Call! Response! Call!

Amazing Grace, how sweet the—

Stop in the middle of a song that everyone knows and loves.
This will give your poem a sense of urgency.
Because there is always a sense of urgency in a political poem.
There is no time to waste!
Corruption doesn't have a curfew,
greed doesn't care what color you are
and the New York City Police Department
is filled with people who wear guns on their hips
and carry metal badges pinned over their hearts.
Injustice isn't injustice it's just in us as we are just in ice.
That's the only alienation of this alien nation
in which you either fight for freedom
or else you are free and dumb!

And even as I say this somewhere in Florida, votes are still being counted.

And it makes me wanna beat box!

Because I have seen the disintegration of gentrification
and can speak with great articulation
about cosmic constellations, and atomic radiation.
I've seen D. W. Griffith's Birth of a Nation
but preferred 101 Dalmations.
Like a cross examination, I will give you the explanation
of why SlamNation is the ultimate manifestation
of poetic masturbation and egotistical ejaculation.

And maybe they are still counting votes somewhere in Florida,
but by the time you get to the end of the poem it won't matter anymore.

Because all you have to do is close your eyes,
lower your voice, and end by saying:

the same line three times,
the same line three times,
the same line three times.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bowie cantando alto (e sem parar) para mim

Will you stay in our Lovers' Story
If you stay you won't be sorry
'Cause we believe in you
Soon you'll grow so take a chance
With a couple of Kooks
Hung up on romancing



Música do álbum Hunky Dory, de 1971, que tem também a maravilhosa Life on Mars? e Changes.

A letra tão bonita, mas com interpretações contraditórias. Mande a sua! - esse call to action é vício corporativo! haha

Enjoy essa belezura!