quinta-feira, 22 de abril de 2010

Escorpiana Feelings

Um dia as coisas ficam mais fáceis? Será que a gente reclama demais? O dia vai passar menos dolorido em breve? O trabalho vai ser mais bem reconhecido por mim e por quem interessa? Daqui uns anos essa insegurança dá espaço e me deixa respirar? Eu vou saber o que eu quero mesmo quando eu já tiver o que quero? Vou continuar precisando de aprovação até quando? O mundo vai começar a girar ao meu redor a partir de quando? Ou onde? O que eu disser vai ter algum valor a partir de quantos salários mínimos? Ou a partir de quantos fios de cabelo branco devidamente escondidos? Minha família vai sempre saber que eu amo todo mundo mesmo quando eu não concordo com o que eles dizem? Meu namorado vai um dia entender que eu sou escorpiana e não esqueço nunca? De nada! Meus irmãos um dia vão parar de brigar comigo e viveremos numa comunidade hippie com 7 filhos cada um? Minha mãe vai entender que minha angústia é só medo de rejeição? Minhas lágrimas vão parar de sair na hora errada? Meu estômago vai parar de doer de ansiedade quando eu conseguir o que eu nem o que anseio? Meus textos terão o tom que eu imagino quando estou pensando neles no ônibus? Vou conseguir deixar as ideias fluirem ao menos uma vez ao dia? (não é pedir muito) Vou ficar rica com meu próprio negócio soon? Quando vai ser menos difícil dizer que eu amo, que eu quero, que eu sinto ciúmes, que eu sou apaixanoda, que eu me jogo, que eu vivo intensamente senão não consigo, que a vida é uma só e eu levo isso muito a sério, que você é o amor da minha vida de verdade, com toda pieguice a que tenho direito? Quando vou parar de tremer com suas ligações noturnas, matutinas, vespertinas, para dizer bom dia, que me ama, que está lendo sobre futebol e que eu ia pirar com todo o Saussure que exite na sintaxe de um jogo? Quando vou entender que eu não preciso mais te esperar que você já faz parte de mim, que eu sou parte sua, mas que, definitivamente, e graças a deus, somos duas pessoas bem separadinhas? Quando o meu dia completa com você, quando minha vida faz sentido nos seus olhos e quando eu não tenho a menor vergonha de gritar para todo mundo o quanto eu sou sua!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Starting over

Todas as vezes em que abri o blog nos últimos tempos, escrevi no máximo três linhas. Período difícil para organizar as ideias e transcrevê-las à minha maneira. Todas as vezes em que li o blog senti uma saudade imensa de quando meus dedos corriam pelo teclado tentando acompanhar a rapidez com que o texto formava-se na minha mente (bem como agora, quando a caneta insiste em dificultar o movimento. E é tão bom.). Chega a ser libertador de tão piegas.

Por esse longo tempo, a sensação que eu tinha era que escrever tinha sido uma fase e que eu já tinha secado de possibilidades, ou de oportunidades, como preferir. A minha tristeza era supor que, talvez, o meu maior desejo não mais pudesse se consumar. Não mais pudesse me satisfazer.

Eu, que sempre intui, erroneamente, que escrevia melhor na dor, dolorida me era impossível escoar. Culpava inclusive a mesma dor que me fora tão fértil por longo período da seca que corroia tudo o que poderia virar palavra dentro de mim.

Agora, com poucos dias de liberdade conquistada às custas de um ano bastante difícil e nada satisfatório, abro meu caderno de anotações com uma garrafa de cerveja à minha frente e preencho linhas e parágrafos de quase um desabafo, não fosse meio misterioso, explicando bem pouco a quem não me conhece o suficiente para ter um dia ouvido algumas de minhas lamúrias.

Eu me sinto de volta, como se tivesse passado uma temporada num curso de férias, aprendendo algo que me era bastante importante mas extremamente difícil. Como se eu tivesse morado fora do país e sido obrigada a criar uma identidade em outra língua e não tivesse me adaptado, como se tivesse incorporado uma entidade ou identidade no sentido umbandista do verbo.

Eu sei que não devemos comemorar antecipadamente, mas olha para cima e veja quantos paragráfos eu escrevi, ou senta comigo para tomar uma e veja que as olheiras hoje em dia são só de uma canseira feliz e de dever cumprido, e não de decepção e sentimento de incapacidade.

Eu estou de volta, meu bein!
Aguarde mais porque as ideias estão pipocando na minha cabeça.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Escrava Isaura

Projeto da Editora Ática de adaptação do romance brasileiro de Bernardo Guimarães com dicas de abordagem na sala de aula. Edição dedicada a alunos da sétima/oitava série.

Foi o melhor freela que eu fiz em todos os tempos. A maior delícia escrever sobre literatura, contexto histórico e movimento literário sem o pedantismo e conservadorismo acadêmico e com a liberdade criativa que me fez entrar no curso de Letras.

Segue e aguardo mais sugestões e críticas. Se houver algum leitor que seja professor e que teste essas dicas, mande o feedback, por favor.


Faz parte do conceito Romântico o desejo de se diferenciar. Assim, não é permitido chamá-lo de Escola Literária, mas um movimento literário que apresenta constante ruptura, instabilidade e mobilidade. O crítico alemão romântico Friedrich Schlegel definia literatura em geral como poesia e como uma universal progressiva: em mudança permanente, onde nada lhe é alheio e a literatura é uma revolução que preza a contradição, fundamentalmente. Tradição da ruptura. O Romantismo é, então, um movimento que agrupou ideais políticos, artísticos e filosóficos e se caracterizou por uma visão de mundo contrária ao racionalismo neoclássico. Suas principais características como movimento artístico são: ter como principal preocupação a centralização do indivíduo, a partir do qual se geram reflexões e para o qual essas se voltam, marcando a produção pela subjetividade; a linguagem retórica, que é o veículo e o obstáculo da expressão das emoções do eu, já que a língua é vista como instituição social, um recorte da realidade que pode ou não exprimir o que o autor deseja ('Quando a alma fala já não fala a alma.', Mário de Andrade); e o sentimentalismo exacerbado, apresentando como temas principais os sentimento intensos, como amor e a saudade, por exemplo.

O amor romântico é aquele que visa o reconhecimento da infinitude da subejtividade do sujeito pelo outro, não demandando, porém, este reconhecimento por imposição, mas pelo abandono de si no outro, tomando consciência de si pela consciência do outro. Esse é o amor totalizante a que o Romantismo dedica tantas páginas e versos, com o abandono irrevogável e por meio de uma curiosidade infinita. O amor é a religião profana do sentimento. Assim, Bernardo Guimarães não podia escolher outro sentimento para expor a contradição existente na obra - escravidão X liberdade - senão por meio do amor. O único refúgio de liberdade de Isaura é o seu amor e, portanto, é por causa dele que ela passa por diversas privações ao longo de todo o romance.

Bernardo Guimarães, que nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 10 de março de 1825, formou-se em Direito pela Universidade de Direito de São Paulo, 1847, cidade na qual conheceu e tornou-se amigo dos poetas com os quais fundaria a Sociedade Epicureia, Álvares de Azevedo e Aureliano Lessa. Segundo o crítico literário Antonio Candido, a sociedade foi um "ponto de encontro entre a literatura e a vida, onde os jovens procuravam dar realidade às imaginações românticas". O nome foi inspirado em Epícuro, filósofo grego que defende em sua obra o gozo dos bens materiais e espirituais do mundo com ponderação e medida. Seus opositores, principalemte religiosos, que lutavam contra o materialismo, desvirtuaram sua doutrina, e Epicurismo tornou-se sinônimo de busca exclusivamente material e prazeres terrenos, conotação (e prática, segundo relatos não muito confiáveis do povo de sua época) que foi usada pelo grupo de Guimarães. O que se sabe do grupo, realmente, é que foi por meio dele que se consolidou, no século XIX, em São Paulo, uma intensa produção literária estudantil, garantindo a homenagem do Patronato da Cadeira 5 da Academia Brasileira de Letras ao autor de 'A Escrava Isaura'.

O Romantismo é o momento da consolidação da hegemonia burguesa e a consequente constituição do Estado através de sua independência, pois buscou na paixão nacionalista uma forma de consolidar os estados nacionais na Europa. No Brasil, o Romantismo encontra amparo político na figura de Dom Pedro II, político louvado por sua postura em favor da educação e cultura, fim da escravidão e sua atitude diplomática e, em alguns casos, próxima para com personalidades do mundo todo. ''Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.' Frase atribuída ao imperador que demostra sua preocupação em relação às ciências e seus pensadores.

A economia do segundo império baseava-se principalmente na agricultura, tornando o café o principal produto exportador do Brasil durante o reinado de Pedro II, substituindo a cana-de-açúcar, fazendo com que a economia crescesse consideravelmente. Estruturada na monocultura, a economia prosperou quando produziu mercadorias de grande aceitação na Europa sem muitos concorrentes, primeiro com a cana e agora com o café. Centralizada principalmente no Sudeste, a cultura do café forneceu uma sólida base aos grandes proprietários da região. A mãe-de-obra escassa acelerou o processo abolicionista e atraiu milhares de imigrantes para trabalho na lavoura, que, além dos braços, trouxeram a experiência das fábricas, impulsionando a economia industrial no país.

O processo do fim da escravidão no Brasil deu-se a partir da primeira metade do século XIX, quando a Inglaterra passou a contestar o tráfico de escravos, o que prejudicava seu objetivo de ampliação do mercado consumidor ao redor do mundo. Assim, criou a Lei Bill Aberdeen em 1845, proibindo o tráfico e dando poder à Inglaterra para abordar e aprisionar quem ainda praticasse, agora, o ato ilegal. Com o apoio de D. Pedro II pelo fim da escravidão, em 1850, O Brasil criou a Lei Eusébio de Queiróz, acabando com o tráfico negreiro no país. A partir daí, as leis que foram instituidas visavam libertar os escravos considerados mais fracos, como a Lei do Ventre Livre, que garatia a liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir de sua instituição, e a Lei do Sexagenário, promulgada em 1885, que garantia a liberdade dos, poucos e raros, escravos com mais de sessenta anos. Até que, no final do mesmo século, a escravidão foi proibida mundialmente e, em 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea.

Apesar do tema do romance ser a história de uma escrava e de ter sido escrito e publicado no período abolicionista, e apesar da inserção de frases abolicionistas na fala de alguns personagens, como Álvaro e seus amigos, o livro não se alonga muito na descrição do sofrimento causado pelo regime escravocrata, não sendo um romance que pretende denunciar as violências do regime. Sua preocupação está em contar a história de uma escrava virtuosa e seu senhor cruel, criando empatia entre a personagem e o leitor. A aparência da escrava denuncia a forte influência romântica europeia de Guimarães e sua preocupação em corresponder às expectativas do público leitor da época, mulheres da sociedade apreciadoras de histórias de amor, distanciando-se da seriedade de uma denúncia. Sua beleza branca e pura causou críticas severas acerca de seu posicionamento sobre o assunto, porém, condizia com o ideal de beleza de então.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Girls Night Out

Chegar por volta das 23h na Augusta e descê-la era uma balada por si só. Um monte de gente se aglomerava em frente a alguns bares da Fernando de Albuquerque e para baixo. Uma parada em um deles garantia que a balada começasse na hora certa, além de sempre adiantar divertimento e graça.

Havia muitas filas, mas não lembro de passar horas em nenhuma delas. Dava tempo de fumar uns 2 cigarros e terminar o copo de Campari ou uma latinha de Skol. E, nessas filas, as pessoas se mostravam interessantes, pelo menos algumas delas, mesmo que fossem blasès, mesmo que fizessem carão, assim mesmo havia o que olhar sem recriminação, sarro ou mero desdém.

Sexta-feira nunca foi o melhor dia para sair de casa, mas sempre é um dia que se pode sair, e desde que eu me lembre, é um dia especial para fazer alguma coisa.

Mas nada disso existe mais como eu conhecia. Os lugares, os mesmos, ainda estão lá, mas não são mais os mesmos. As pessoas interessantes se transformaram em anomalias fashion, as filas se multiplicaram e engrossaram, barrando o caminho das calçadas. Assim, se você tiver disposição de entrar em uma delas, conseguirá tomar milhares de latas de Skol e fumar maços cheios de cigarro.

A minha impressão é que há um culto do grotesco do baixo augusta e que ele foi transferido para as ruas, com pilhas de lixo aglomeradas nas guias, gente confusa e pouco à vontade com a imagem que mais parece satisfazer o grande público noturno da região e muita gente desinteressante, todo mundo muito igual aos outros, contrariando o desejo 'secreto' de serem diferentes.

Eu acabei fugindo de lá e talvez demore muito a voltar para a noite daquela parte saudosa da cidade. Caí em Pinheiros e o Matrix virou a nova Funhouse. Uma surpresa boa, ao menos.

E tudo isso pode ser chatice de gente que está ficando velha antes da hora.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ADOTEI PENNA (PV)

AS FUNÇOES DE UM VEREADOR

O vereador, de maneira geral, é o representante do povo. No exercício desta função, o vereador é o fiscal dos atos do prefeito na administração dos recursos do município expressos no orçamento. O vereador também faz as leis que estão dentro de sua competência, e analisa e aprova as leis que são de competência da prefeitura, do executivo. Em resumo, o vereador recebe o povo, atende as suas reivindicações e é o mediador entre o povo e o prefeito.

Como que o vereador fiscaliza o prefeito?
O vereador pode e deve visitar os diversos órgãos da prefeitura, onde toma conhecimento de tudo. Ele pode, ainda, fazer os pedidos de informação ao prefeito por escrito. O prefeito não pode deixar de responder e tem um prazo de 30 dias. Se ele não responder estará cometendo uma infração político-administrativa e pode ser punido por isso.

Como que um vereador faz as leis?
Através de usa assessoria, o vereador elabora e redige os projetos, apresentando-os, em seguida, em plenário. Este projeto é declarado objeto de deliberação pelo presidente e manda abrir o processo. Em seguida, o projeto vai para as diversas comissões da câmara e passa por duas votações. Depois disso, o projeto aprovado vai para o prefeito que pode sancioná-lo ou vetá-lo, ou nem um nem outro.

O que é um projeto vetado ou sancionado?
Depois de aprovado na câmara, o projeto vai ao prefeito que pode vetá-lo, isto é, recusá-lo, ou sancioná-lo, isto é, aceitá-lo como lei. Se o prefeito não veta ou não sanciona, o projeto é promulgado como lei pela câmara dez dias depois. Existem os projetos de resolução e o decreto legislativo: o projeto de resolução serve apenas internamente na câmara, e o decreto legislativo serve para prestar homenagens e suspender os efeitos de atos do executivo considerados lesivos ao interesse público.

O que é tribuna livre?
A tribuna livre é a oportunidade que a câmara oferece aos cidadãos e cidadãs de se manifestarem em plenário. Qualquer cidadão pode utilizar-se da tribuna da câmara para fazer a defesa ou manifestação sobre assuntos que não ofendam a moral e os bons costumes e nem atentem contra os poderes constituídos. O uso da tribuna livre obedece a uma série de regras fixadas, inclusive um tempo e tema pré-determinados junto à mesa diretora da câmara.

Um vereador pode perder o mandato?
Pode sim. O vereador pode perder o mandato de duas formas: primeiro, por faltar a mais de 2 terços das sessões ordinárias da câmara no período de um ano; segundo, por usar mal o seu mandato na prática de atos de corrupção e faltar contra o decoro parlamentar. Há o caso, também, de o vereador renunciar espontaneamente ao seu mandato.

O vereador tem obrigação de atender fora do horário da câmara?
A rigor, o vereador não tem obrigação de atender fora do seu horário de trabalho em plenário. Isso pode ocorrer em circunstâncias especiais. Porém, o vereador, como agente político, sozinho ou acompanhado de seus assessores, pode e deve fazer o atendimento aos seus eleitores nos bairros, vilas e centro da cidade. O vereador, também, não é obrigado a ficar o tempo todo em seu gabinete como pensam muitas pessoas. Nem os seus assessores. Constitucionalmente o trabalho de um vereador e de seus assessores não se limita apenas ao plenário ou ao prédio da câmara.

O vereador é obrigado a dar dinheiro ao povo?
Não. O vereador não tem obrigação e nem deve dar dinheiro a ninguém. O dinheiro que ele ganha é fruto do seu trabalho, numa determinada quantia fixada por lei e aprovada em plenário. Se for de sua vontade, o vereador pode ajudar dando dinheiro em ocasiões de emergência, como faria qualquer cidadão. Dar dinheiro educa mal o povo, pode parecer esmola e o que é pior: pode caracterizar compra de votos, o que é proibido por lei.

As sessões da câmara são públicas?
São públicas e o povo tem o direito de comparecer e assistir aos trabalhos dos vereadores em plenário. Afinal, o povo que elegeu os vereadores tem todo o direito de acompanhar o trabalho de seus representantes escolhidos para governar a cidade. Se o povo acompanhasse de perto a todas as sessões, seria um belo exemplo de participação popular e cidadania.

O que aconteceria se não houvesse uma câmara de vereadores?
Para quem gosta de ditadura seria excelente. Haveria uma economia de dinheiro, mas seria um grande prejuízo para a liberdade que assim estaria perdida. Uma câmara de vereadores como poder legislativo é a garantia de liberdade de um povo porque os seus representantes são escolhidos e eleitos pelo voto popular. A câmara municipal é a célula da democracia. É ela que evita, em primeira instância, o surgimento dos tiranos e dos ditadores.
Quais são as verdadeiras funções do vereador?
Segundo a lei orgânica municipal e a própria constituição federal, o vereador é membro do poder legislativo, eleito pelo povo, que tem como funções: legislar, ou seja, criar leis que tornem a sociedade mais justa e humana; a fiscalização financeira; e manter o controle externo do poder executivo municipal, principalmente quanto à execução orçamentária ao julgamento das contas apresentadas pelo prefeito.

Com o passar dos tempos, os verdadeiros atributos do vereador foram se desviando de seu rumo legal e ele passou a ser um “despachante de luxo”, exercendo funções das mais variadas possíveis, na grande maioria das vezes por culpa do próprio político que, explorando as dificuldades e miséria da população, preferia obter o voto fácil em troca de favores dos mais diversos. Hoje, porém, a situação está mudando, a população tem tomado consciência das legítimas obrigações do vereador, exigindo dele uma participação mais efetiva junto à sua comunidade e categoria. Os cidadãos já sabem, por exemplo, que asfaltar e sanear é obrigação do poder executivo, do prefeito, cabendo ao vereador indicar e fiscalizar.

O vereador é o legislador mais próximo do cidadão, uma vez que o deputado estadual se desloca para a capital do estado, e o deputado federal e o senador ficam ainda mais distantes, em Brasília. Em virtude desta proximidade, o vereador é o mais cobrado no atendimento dos anseios e necessidades dos munícipes que, quase sempre, são problemas relacionados à competência do poder executivo.

É seu direito e dever cobrar do vereador uma atitude de modo a apresentar proposições e sugerir medidas que visem o interesse coletivo, a usar a palavra de autoridade constituída em defesa do município e de seus habitantes, participe, sugira, debata. Cobre de seu vereador uma posição de real legislador e de fiscal dos poderes.

Lembre-se: não podemos esperar que algo aconteça ou que alguém tome conta dos problemas. Conseguem melhores resultados os que apresentam soluções, que aproveitam a iniciativa para fazer tudo o que é preciso em harmonia com seus princípios, para que as tarefas sejam cumpridas.

Matéria retirada do Site Vereadores.net no link: http://tinyurl.com/ykos6pm
Fonte: Blog Vavá da Luz (texto de Wilson Rodrigo da Cruz)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Trabalho trabalho e trabalho

Queridos, estou precisando aumentar um bocado minha renda e investir na minha experiência fazendo coisas novas.
Sou formada em Letras. Trabalhei bastante tempo da minha vida profissional com internet, começando na Livraria Cultura com a alimentação do conteúdo do site com resenhas de livros, dvd's e cd's.
Dei aula de línguas, inglês e português, para todas as idades, todos os níveis.
Depois de cansar de ser dura, fui para o Yahoo! Search Marketing e entrei em contato com o mundo publicitário, executando a criação, revisão, padronização, otimização e análise de campanhas de links patrocinados de anunciantes de pequeno, médio e grande porte. Hoje, estou na Trip, faz um ano e meio, revisando as revistas da Natura (catálogo e Consultoria).
Eu escrevo, reviso, traduzo, danço samba e canto jazz (aliás, já fiz versões de jazz para Beatles e Iron Maiden).

Available. Mande e-mail e converse comigo: damarismig@gmail.com

Agradiiicida

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Segunda

Há dias que devíamos poder escolher e pular. Dias que a tristeza aperta o peito, que a desilusão é o único caminho para tudo o que possamos e conseguimos pensar. Aquele nó enorme e seco na garganta, a dor nas costas, a canseira no corpo. Uma vontade imensa de estar longe de tudo e dentro de um enorme ninho, como se qualquer uma dessas coisas fosse resolver a dor que machuca de dentro para fora.
Minha loucura é lembrar e sempre acreditar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

As resoluções...

Aos tópicos:

1 - o blog
eu abandonei meu caderno e quero retomá-lo, escrevendo mais, pensando mais, lendo mais e comentando mais. 2009 foi um ano bastante cansativo para mim e acho que joguei toda a responsabilidade nisso pela minha falta de compromisso para com o clube. well, i'm back. aproveitando que a Letras me vê de longe, que só tenho um trabalhinho de recuperação e uma optativa superinteressante uma vez por semana, o trabalho aqui volta com força total.

2 - dinheiro
eu preciso entender que não fico rica em julho e em dezembro. não, isso não acontece. então, eu preciso me controlar (e o meu cartão de crédito) nesses meses em que minha culpa com dinheiro se esvai completamente. controlar as finanças para poder guardar o que ganhar com freelas e décimo terceiro e fazer coisa melhor do que cobrir buracos.

3 - parar de fumar
Ops, essa eu já conclui! Ieiiii! Depois de anos postanto a mesma resolução, esse ano eu consegui alcançar o objetivo limpo de livrar meus pulmões da dor de que reclamavam. Faz um mês que não vêem fumaça (e faz uns 5 que eu 'parei' de fumar, mas continuei fumando um aqui e outro ali. agora, no more cigarretes). e meus dentes estão branquiiiiiinhos!

4 - livros
Montei uma lista (que só cresce) dos livros que quero ler esse ano. Tem páginas e páginas do meu bloquinho de anotações. Não sei se leio inteira, mas espero ler uma boa parte do que anotei por lá.

5 - novas
Melhorei no quesito 'ir para lugares novos', mas em 2010 quero que isso se expanda para outras cidades. Viajar mais, sair mais desse caos cansativo e igual sempre. E, por aqui mesmo, tentar aproveitar mais o que tem de melhor.

6 - mudança coisística

7 - preparação para o ingresso na segunda gradução, aqui ou em outra cidade.

8 - vida saudável!

9 - dar menos bola para o que me faz mal, principalmente em relação a pessoas e suas cobranças. às favas com obrigações de toda ordem!

10 - assim como o cigarro, espero eliminar todas as substâncias líquidas, sólidas e humanas que não me fazem bem e, assim, alcançar meu longo objetivo de emagrecer e viver melhor.

Tenho muitos planos para esse ano, muitos objetivos a serem cumpridos. Hoje já é dia 7 e eu preciso me concentrar!

Feliz ano novo a todos e muito obrigada a quem ainda lê essas linhas perdidas na grande teia.

Abraço!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A crise for dummies

Foi assim mesmo que eu coloquei no google para ele achar para mim algo bem didático.
O texto abaixo eu achei num blog, e o autor desse blog recebeu por e-mail. Assim, não vou dar crédito para ninguém.

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender Cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubidos da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia vai para o brejo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Leila Lopes ultrapassou o Limite da Morte

O sol está lindo e azul neste 'verão' primaveril para receber LeiLo no céu, já que ela tinha certeza que ia para lá quando fosse resolvido que era essa a hora dela!

A professorinha deixará saudades nas estradas entre rio, são paulo e porto alegre, por onde ela dirigia muito bem!

Fica aí minha homenagem!