sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Deterministas...tsc tsc tsc

Essa tabela me entristeceu. Eu vi hoje de manhã e não pude parar de pensar nela um só momento. Acho que classificações são simplórias, deterministas e bastante preconceituosas; chega a ser meio violento inclusive. O que é sucesso para você? Você acha que todos têm as mesmas possibilidades que você, gente classe média branca? Além dessa coisa besta de loser and successful, quem tá mal das pernas é invejoso? E quem é bem-sucedido nunca pisou na cabeça de ninguém? Há uma regra só que todos os bem-sucedidos e aqueles que ainda não alcançaram o que se determinam? As pessoas têm uma história de formação diferente que ajudam a construir a personalidade, os objetivos e os meios pelos quais irão alcançá-los. Determinar simplesmente que sucesso é sinal de bom caratismo é destruir individualidades e entrar no sistema hipócrita, desigual e injusto. Então se eu tô sem emprego eu não valho nada porque vou olhar para você e seu salário e falar mal de você e sua competência? Se eu tiver passando por problemas financeiros é porque eu sou uma pessoa que responsabiliza os outros por meus erros? Eu entendo que quando estamos nos dando bem no que nos propomos a fazer sentimos um orgulho imenso do esforço que despendemos para isso. Sinto isso todos os dias pela coragem que acredito ter tido para abrir mão do que me fazia infeliz e assumir meus valores e planos. Mas isso não me dá o direito de determinar o destino e o comportamento nem dos sortudos como eu, nem daqueles que ainda estão lutando.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Solidão como ponto de vista

Era bar do Beto. Não que tivesse placa com nome em cima da porta. Letras gordas, vermelhas, convidando para uma porção de calabresa acebolada. Não tinha. Nem placa com letras gordas, nem a cebola, que já brotava em cima da geladeira. Nada muito gordo. A não ser seu João do outro lado do balcão, a trabalhar para o tal de Beto. Talvez a dona Mariluci que vinha sempre com uma saia florida e uma camisa com chinelão para dançar o samba no meio da rua.

Tinha Bruno, o cachorro. Não há bar sem cachorro. Não um verdadeiro boteco. É preciso ter um cachorro babando na porta a espera das migalhas de pão eventualmente oferecidas para ser um autêntico boteco. E para ser de verdade mesmo, só se fosse escrito com u - buteco - que tudo certinho não é coisa de um que se preze. Nada tão certinho, com todas as letras no lugar, pode dar certo se o objetivo é ser um bar, o buteco.

E Solange me encontrava todas os finais de tarde lá. Moça de Manaus, cabelo alisado e pintado de dourado. Não era claro demais não porque é coisa que eu não gosto muito. Era quase avermelhado aquele cabelo todo certo jogado para os ombros. Era a única coisa certa permitida numa mesa de latão no bar sem placa com letras gordas em cima da porta.

Manicure do bairro, trabalhava de branco e sua mania de limpeza se empossava de seu corpo onde quer que estivesse. Chegou um dia a levantar e dar banho no banheiro porque não era possível passar um dia de merda e se aliviar nela também.

Mas era forte. Não queria nada comigo não. E não entendia que sorria para ela não com interesse, mas admiração. Não queria Solange como mulher, para mim. Queria ficar ali olhando tudo e achando um encaixe nas peças como um quebra-cabeça grande, vivo, colorido, de milhões de peças. Era o bar, o Beto, ela e o Bruno. A saia da Marluci rodando e eu, aquele mané da universidade, achando graça nas horas que o povo alivia a tensão. Eu achando graça no sorriso da mulher que trabalhava desde cedo no dia, na vida, fazendo o cabelo dourado brilhar na luz do poste que a rua emprestava para a calçada do bar mais buteco que eu tinha entrado até aquele dia, meu aniversário de 23 anos.

Estava sozinho havia algumas semanas. A universidade em greve e eu precisando estudar, acabei por ficar aqui, só eu, apartamento todo para mim, a solidão toda minha, nenhuma cerveja na geladeira deixada para mim numa semana de quase nenhum livro aberto, mas centenas de horas observando todas as curvas e falhas que o pincel fez e deu quando passou pelo teto do meu quarto.

Uma caminhada no final da tarde e a calçada molhada me deteve em frente a um cara baixo, bigode amarelado e um cigarro eternamente aceso no canto da boca. Nem eram os dentes que seguravam. Não dava para saber. E foi a fumaça do cigarro do Beto que me jogou para dentro desse cantinho cheio de graça, desgraça e cachaça. E ali passei a terminar meu dia, fosse ele bom ou ruim. E sempre dividindo um copo com a Solange, que morria de rir das minhas bobagens. Morria de rir das minhas amarguras e chorava com todas as dores, minhas ou não.

Aí eu acho que alguma autoridade tinha que vir tombar isso daqui. O buteco oficial do Brasil. Nem precisa ser tanto. Pode ser só patrimônio do bairro, nada da humanidade, porque é capaz da humanidade conhecer isso aqui e acabar estragando tudo, me levando de volta para a observação de mim em cada falha nas paredes do meu quarto.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Família

Ontem um tio meu morreu. Por mais distante que estávamos por anos, ele era muito querido a mim e tenho certeza que a minha família toda também. Velórios e enterros parecem ter um poder de reflexão muito grande e ontem passei as horas que fiquei por lá pensando muito e tentando entender os motivos que afastam irmãos, tios, primos e gente que se gosta, mesmo com todos os acontecimentos que a vida cria.

Uma das lembranças mais fortes que tenho dele e da minha tia Marly é de uma festa que teve em minha casa, aquela na Cunha Gonçalves, quando eu já tinha idade para começar a guardar momentos e expectativas na memória. Não me lembro se o aniversário era do Renato ou meu, mas lembro bem que todos iriam. A família já devia ter passado por muitos bocados que a separaram, mas ainda recebíamos alguns e visitávamos outros.

Esse dia, a tia Marly e o tio Jaime trariam meus priminhos Renata e Bruno, que não sabíamos se eram muito menores que Renato, Ronaldo e eu. Lembro claramente de ter falado para o Renato que tínhamos que brincar com eles e que os dois deviam ser bebês. Não eram. Eu não tinha a menor ideia que a idade deles era bem próxima da do Rê, mas quando eles chegaram, a festa foi a maior diversão. Assim como as diversas vezes que fomos a Peruíbe com eles e que do corredor e do nosso esconderijo secreto (uma sacada em cima da casa) nós ouvíamos meu tio cantando no banheiro. Boeeeeemia, aqui me tens de regresso. Nelson Gonçalves deve tê-lo recebido nos céus cantando num show particular para um grande fã domingo à noite.

Lembro também de quando voltamos de Salvador e que passávamos férias na casa deles, uma delas mais marcante por ter sido o mês mais triste aqui em casa, quando minha tia Tutu também morreu durante o frio e que a notícia foi recebida no quarto dos meninos, no colo do meu pai e da tia Marly.

E a ida à Salvador, antes pensada, ao longo de meses, como uma aventura, mais dolorosa quando da despedida desses tios. Acho que essa e a despedida da Tutu para as terras longínquas e quentes da Bahia foram as mais doloridas daquele 1996.

Daí que um dia, não sei ao certo o porquê, e creio que nem meus pais e nem meus tios têm uma ideia clara do que houve, separamo-nos e ficamos todos esses mais de 10 anos até ontem, num dia de nova despedida, porém essa mais longa. Ouvir minha tia e minha mãe chorando uma no braço da outra e concluindo que tudo foi uma grande besteira me soou uma das melhores notícias dos últimos tempos.

Ao mesmo tempo, participar de um evento de tamanho sentimento foi muito triste. O que a morte tem que nos desperta? O que a morte oferece que nos faz refletir não só no morrer mas no que estamos a fazer com nossas vidas? Será medo? Será percebermos o quão pequenos são os acontecimentos que nos distanciam? Será perceber que amamos as pessoas e não damos o braço a torcer para retomar amizade, carinho e bem querer de mais perto?

Sempre senti falta das pessoas e do quanto era bom sentarmos todos à mesa e conversarmos sobre coisas que marcaram a família, as piadas, as festas, outras pessoas que não viria a conhecer. Sempre foi gostoso ter o Natal com a mesa mais cheia e dividir toda a felicidade e gratidão de um ano. O que será que acontece às pessoas para que elas (e nós) fiquem (fiquemos) no lugar e não mais compartilhem (compartilhemos) mais momentos para serem vividos e lembrados? O quanto estamos perdendo?

Perdemos as pessoas, mas, pode ser muito egoísta declarar isso, senti uma enorme satisfação, para não dizer felicidade, de dizer a elas que estava lá para elas, por elas. Não é preciso muito mais do que essas palavras para gente se perdoar (a nós mesmos e aos outros) por tudo o que não compreendemos que fizemos. E compreendermos que o amor está acima de qualquer uma dessas incompreensões.

Um abraço, tio Jaime. E obrigada por, de um jeito tão doloroso, nos fazer ver mais do que a dor de te perder. Eu sempre amei você. E vou sempre.




quinta-feira, 31 de maio de 2012

Aonde a música pode te levar?

Os pratos vibram e logo o baixo começa a ser dedilhado. Com os primeiros versos, eu fecho meus olhos, abro meus braços e a letra sai da minha boca, o vento mais frio dança ao redor do meu corpo e eu não estou mais onde quer que eu estivesse.

The tine purple fishes run laughing through your fingers and you want to take them with you.

Tudo aconteceu como se esse som não me fosse inédito, como se dançar essa música não fosse novidade. A praia (ou seria um campo aberto?), a brisa, meu corpo sabendo exatamente como se mover e as lembranças de situações que nunca vivi (será?) aparecer como se fossem ideias do que fazer.

Nada é novo e tudo é tão felizmente conhecido (pela primeira vez). Já estive aqui? continuo de olhos fechados e a nova música acelera meus dedos para que eu não perca nenhum momento desse espetáculo.

Os carros correm e buzinam e eu os levo todos comigo. como se não houvesse outra possibilidade para todos nós. Toda essa pressa só pode ser para ver esse espetáculo girando em algum paraíso. And the colors here are not of the sea, but of the sky in a place where it loves the rock ocean. E nos preparamos para a apocalíptica troca de solos enquanto nossos passos entrelaçam pernas e peneus. Até as vigas juntam-se à brilhante novidade em acordes, balanço, vento.

Eu quero me jogar! Mas onde está escondido esse lugar? E se eu abrir meus olhos e tirar os fones do ouvido? Não! Isso seria muito dolorido, seria torturante. Além do mais, aqui está muito melhor. 2012,
seeya! Come back to me 70's!


 

domingo, 8 de abril de 2012

Os descendentes

O cinema americano cria muitos rostos bonitos e convence o mundo todo da qualidade artística de quem na verdade, muitas vezes, não tem muito mais a oferecer do que beleza e um suspiro entre sorrisos. Para mim, George Clooney sempre foi esse rosto maravilhoso. Cara de homem mesmo, simpático (aparentemente), charmoso, misterioso e com o olhar enrugado na medida certa para ornar ainda melhor com o cabelo grisalho.



Suas atuações nunca me convenceram e, mesmo achando que valia a pena vê-lo pela beleza, nunca tinha paciência para muito mais do que 5 minutos. Sua participação no cinema dos últimos anos chegava a ser bizarra de tanto que se insistia somente no que seu corpinho era capaz de oferecer. Ou pelo menos era isso que meu cérebro escolhia me mostrar já que, por um tempão, cheguei a me recusar a ver qualquer filme em que ele estivesse. Mas aí veio Os Descendentes e foi indicado ao Oscar. Por mais que o prêmio tenha um monte de porcaria manjada nos indicados, era o único concorrente a melhor filme que eu ainda não tinha visto.

Membro da família herdeira de vastas e belíssimas terras havaianas, alguns problemas legais parecem forçá-los a vendê-las em favor de empreendimentos imobiliários que irão transformar o paraíso em hotéis luxuosos, praias particulares e tudo mais. Já vimos quantas vezes esse filme? Em meio a essa confusão, sua mulher Elizabeth sofre um acidente, entra em coma e parece que não haverá saída para ela. Pai de duas meninas, Scottie de 10 anos e Alexandra de 17, Matt King, o Clooney, deve enfrentar tudo isso e mais a novidade nada agradável, ainda mais nesse momento de já muita dor, de que sua mulher estava o traindo com o bunda mole Brian Speer.



O filme podia apresentar mil clichezões e até pode ter trazido alguns, mas os clássicos ele deixou de fora. Com tanta angústia, momentos de auto-análise, reflexão e dor, a história desse momento na vida das três pessoas sofrendo é contada com doçura, de forma sensível e, acima de tudo, humana. E Clooney, o pai das meninas, o marido traído, o genro insultado, o familiar responsável pela venda das terras, o homem, nem é lembrado por ser o bonitão em tomadas sem camisa nas lindas praias do Havaí, mas como uma personagem rica e muitíssimo bem trabalhada por aqueles olhos que foram focados não somente por serem bonitos, mas por terem conseguido demostrar o quanto ele vivia.



Clooney, you have shut my mouth. And I appreciate that.

terça-feira, 27 de março de 2012

(Des)memórias de livros

Já parou para pensar como você começou a se relacionar com a a palavra escrita? Digo isso pensando lá atrás, quando você aprendeu a ler e escrever mesmo. Você se lembra como foi, se queria (estava ansioso) para aprender? Irmãos influenciaram? Pais e mães? Algum tio ou tia que fosse apaixonado por páginas repletas de histórias?

Comecei a pensar nisso novamente hoje, durante e após a aula de Didática. Era uma tarefa repensar, fazer essa regressão e tentar entender nossa história de formação. Minha memória anda meio de peixe e eu ando pulando muitas etapas com a cabeça cheia e esqueço de absolutamente tudo. Assim, depois de quase um mês da leitura do capítulo Memórias de livro, do romance Um brasileiro em Berlim, de João Ubaldo Ribeiro, volto eu a refletir sobre a minha iniciação no mundo escrito.

Nesse capítulo, é isso o que o autor (re)faz. Analisa seu passado em busca de todas as memórias de livro que construíram sua relação com eles como ela hoje. E estou aqui a pensar e lembrei bem de uma cena: Ronaldo com um bando de amiguinhos da escola na sala de jantar de casa, eu, intrometida, sentada perto. Todos elaborando mil e uma atividades e eu louca para participar daquilo tudo. Consigo lembrar de me trancar no meu quarto, coisa que fiz por toda a vida (que estou a fazer agora mesmo) e imitar com um caderno e um monte de canetas aquele ritual encantador de um monte de gente em volta de um papel a realizar, a produzir, criar, entender. Inclusive, 'usava' o Renato para fazer o papel do meu aluno enquanto eu rabiscava na lousinha imitando minhas professoras.

Estudei em uma escola chamada Pitanga Porã. Faz muito muito tempo e, apesar de eu ser dona de uma memória absolutamente absurda, estou na fase peixe, lembrem-se, e por mais força que faça, não lembro de muito mais do que festas juninas, os parques de areia e minha angústia quando me separaram do meu irmãozinho pequeno. 'Como ele vai ficar sozinho?', pensava eu, ingenuamente.

Ao que tudo indica, foi nessa escola onde aprendi a ler e escrever. Mas esse momento inicial parece ter ficado não só esquecido, mas como que diluído. Parece que esse momento nunca existiu, como se eu soubesse ler e escrever desde sempre. Assim, tudo o que aconteceu depois vem ordenado, cheio de detalhes, As Cores de Laurinha e os esforços de vender desenhos para comprar a bolsa de presente para a mãe, os contos de fadas todos desgastados de tanto que as páginas foram viradas, as invencionices que ficaram registradas em muitas páginas brancas por pouquíssimo tempo.

Lembro de passar finais de semana com minha tia Tutu e dela ler bastante nesse tempo em que ficávamos juntas. Um dia eu trouxe a minha 'Marca de uma lágrima' e, toda orgulhosa, deitei no sofá ao lado dela para eu também ler por toda a noite. Meu pai é newspaper addicted e sempre o vejo de óculos lendo as folhas da vida, revista e sendo a maior fonte de informação histórica que tive. A relação dele com livros não foi muito boa, até que eles romperam após Cem anos de Solidão. Nunca entendi o desentendimento. Minha mãe é estudiosa, está sempre com um livrinho de capas divinas e um lápis para anotações. Há pouco tempo também passou a escrever e tem um blog querido. Jamais deixa de aprender e está sempre ensinando muita coisa da vida.

Também tem a Andrea e o Paulo e com eles eu passei férias visitando livrarias e sebos, falando de histórias e querendo ler o que eles estavam contando. Ela escritora e ele tradutor, os dois cheios de contos para passar para frente, em meio a piadas e chocolate ou pipoca.

Depois veio a faculdade e eu, já decidida a ir pelo caminho das letras, isso porque queria ser escritora, tive crises fortes de identidade, de escolha, de rebeldia sem causa, mas nunca consegui ficar longe dos livros, nunca nos desentendemos. Eles, inclusive, me ajudam a me compreender melhor, a pensar, a criar, a copiar ideias boas, elaborar novas com o que já está dado. Para mim, é como se, assim como saber ler e escrever, eles estivessem nascido junto comigo.

Ótima companhia, professores e amigos que marcam momentos da vida, reflexões e vício.
Aliás, um livro gostoso e um café num dia friozinho, deitadinha em um lugar e a cabeça em outro qualquer. Um dos grandes momentos do dia.

Mas a relação com eles, com a leitura é construída não só diretamente, mas por meio dos lugares que você conhece e frequenta, pelas pessoas com quem você convive (e isso eu acho que explicitei acima de alguma maneira), os filmes que vê e o tipo de música que você escuta. Abrir espaço para conhecer de tudo é engrandecedor e acredito que um conhecimento vá influenciando o outro, mesmo os de 'áreas' distintas. O contato do popular ao erudito e a criação de pontos de vista a partir não de ouvir dizer, mas de conhecimento de causa. Após péssimas notícias acerca da relação do brasileiro com a leitura (que você pode ler aqui), é hora de todos repensarmos essa nossa história e tentarmos entender o que há de errado para fazermos algo em favor de uma melhora nesse quadro triste e alarmante.

Clube da Cozinha

Recebi um convite para participar de uma troca de receitas, coisa que estou denominando de Clube de Cozinha, gostei e resolvi postar aqui todas as receitas que vier a receber. Isso depois de prepará-las e inserir comentários sobre a facilidad em fazer e o sabor. Começo pelo meu afamado bolo de chocolate. Tudo em menos de 1 hora. Esquema Nigella de cozinhar.

ingredientes para a massa:
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
1 xícara de chocolate em pó
3 ovos
1 xícara de chá de leite
uma colher de sopa generosa de margarina sem sal
1 colher de sobremesa de essência de baunilha

ingredientes para o recheio
1 lata de leite condensado
2 colheres de chocolate em pó
1 colher de sopa generosa de margarina
2 colheres de sopa de leite
1 colher de café de essência de baunilha

cobertura
2 xícaras de açúcar
1 colher de sopa de chocolate
1 colher de sopa de margarina

Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes da massa, separando apenas a clara da gema para batê-la em neve.
Bata a massa com batedeira sem a clara em neve e, quando acrescentá-la, misture somente com uma colher, vagarosamente.
Unte a forma com margarina e farinha e coloque a massa.
Dê três batidinhas no fundo (magiquiinha para fazer a massa crescer), coloque no forno e deixe por meia hora. Para saber exatamente o tempo que deve ficar, fique de olho no dourado da cor. E use palitos de dente para checar se a massa está sequinha.

Pronto.

Agora parta para o brigadeirão mole que será o recheio.
Misture tudo na panela, fogo baixo e mexa até virar a delícia cremosa que deve ser. Para saber se está pronto, a massa deve estar soltando da panela.

A cobertura deve ser feita após montar o bolo, já que ela deve ser colocada quente por cima de tudo.
Coloque tudo na panela, fogo baixo, misture até derreter. Cuidado com o açúcar, que pula e pode te queimar.
Assim que derreter, leve ao bolo e derrame tudo. Espalhe rápido, porque o açúcar seca muito rápido e endurece.

Done!

Parece muita coisa, mas é super rápido. Em menos de uma hora você tem um super bolo que parece que leva horas para ficar pronto!

A foto não é do bolo, mas é mais bonita do que as que eu tentei tirar. ;-)

domingo, 18 de março de 2012

Private Party



Luxo, carão - nem tanto assim - e mojito, que nem era meu.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Feliz aniversário, mon petit!

Porque você é doce.
Porque você é querido.
Porque você é lindo.
Porque me trata com carinho, com respeito.
Porque vejo nos seus olhos o amor que sente e o cuidado com que fala comigo.
Porque você é muito mais do que um dia esperei encontrar em alguém.
Porque você é muito mais do que alguém. Você é meu coisinho.

Porque você é meu primeiro pensamento ao amanhecer, meu maior companheiro durante o dia, meu aconchego na hora de dormir.
Porque você está presente mesmo quando está longe, mesmo quando estou dormindo, mesmo quando você quer paz.

Porque você é minha pessoa preferida.
Porque é com você que eu tenho as melhores conversas sempre.
Porque você tira o maior sarro da minha cara e me faz sorrir. Gargalhar.
Porque você não me deixou só quando era mais fácil.
Porque é com você que eu passo as melhores horas, dias, semanas, meses e anos da minha vida.
Porque você foi um grande presente e eu tento retribuir isso todos os dias.
Porque todas as suas ligações são recebidas ainda com aquela afobação que nos acomete no começo. E eu adoro não tê-la perdido.
Porque é uma delícia lembrar de tudo o que a gente já fez, as coisas que nos falamos para fazer carinho, os apelidos, nossas piadas.
Porque nós somos divertidos e nos divertimos sempre.
Porque você mora em mim e eu em você.
Porque, por mais que sejamos dois inteiros, há muito de você em mim e muito de mim em você.

Porque você é meu amor, mon petit chose, coisinho, pequeno, cotolengo, docinho, monstrengo. A sorte do meu amor tranquilo.

Parabéns por hoje, por todos os anos passados e pelos futuros.
Brindes por todo o ano novo e por todas as possibilidades e sonhos que ele te trará.

Eu te amo!

Sua coisinha

sexta-feira, 2 de março de 2012

The whole world inside our bedroom