quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Sabedorias Populares

A frase que expressa melhor essa fase da minha vida, ou talvez da vida de muitas mulheres com as quais convivo é 'Burro não encosta em vaca'. Não, não estou chamando nenhum cara de burro, apesar de achar que muitos são. Também não estou chamando nenhuma mulher de vaca. Apesar de achar que muitas são.
Quando você conhece um cara e acha que ele é interessante por algum motivo, que depois você não sabe bem qual é (deve ser efeito daquela substância sobre a qual escrevi há algum tempo já, a tal da feniletilamina) e vê que ele está saindo com uma menina bem abaixo do que você esperava que ele poderia se interessar, se envolver e se apaixonar, e desacredita de tal laço, união, situação, pense nessa frase, pois não há união, laço entre pessoas que não têm realmente alguma coisa a ver. Principalmente se ele se mostra bastante interessado nesta sobre a qual seu julgamento não permite uma nota acima da média.
Pense que este estado de encantamento deriva de uma percepção sobre esta com a qual se interessa e talvez se apaixone que não foge daquilo que ele é e daquilo que ele espera que uma mulher seja. Do mesmo texto no qual descrevo os efeitos da substância abordada no parágrafo acima, também é a compreensão e assimilação de um estudo da psicanálise sobre o nosso envolvimento com pessoas nas quais projetamos o nosso ideal. Se ele está saindo com esta mulher, então ela representa para ele um ideal.
Como diria meu pai - não confunda cu com bunda. Não confunda o ideal que você projetou neste mesmo cara com aquilo que ele só mostra, ou que você só percebe depois que toma conhecimento de uniões como esta.
'Os opostos se distraem e os dispostos se atraem...'
Agradeço a amiga Glen pela sabedoria do pensamento.

2 comentários:

Greta Zurick disse...

Frida-froid tem razão sobre a sabedoria popular: é esta q se aplica efetivamente no cotidiano. Com todo e maior respeito aos grandes 'Platões' e 'Aristóteles' da História (essa mesma, com "H" maiúsculo) no dia-a-dia são os ditos populares, ditos em lugares populares como botecos, q se transformam na Grande Filosofia de Bar. Àquela q a gte vive e consegue discursar sem grande elucidação (mesmo depois de algumas mtas cervejas). Porque na nossa "história", as mais simples frases de exemplo prático são as que cabem, se encaixam e nos identificam.

*Momento redundância para leigos sobre a enorme diferença entre História e história, aconselho a leitura semanal e obrigatória da coluna do Conca (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad) italiano redundante...

Muah, muah, muah... depois divago mais.


Frida, ai q bicha linda vc!

Mariazinha sem Joãozinho disse...

Como sempre, ótimo texto, e recheadíssimo de sentido...

E viva a sabedoria popular, é esta que realmente sabe das coisas.

Beijoooo!!