terça-feira, 20 de novembro de 2007

De Renata Martins

Percorri caminhos que achei bem conhecer. Andei, andei e quando cansei parei. Ao parar, olhei para o lado e não consegui encontrar muitas coisas que outrora foram essenciais para continuar minha caminhada. Quando quis voltar, não mais encontrei minhas pegadas. Notei então que tinha me transformado em uma outra coisa na qual eu não tinha domínio. Sempre achei que esse era o caminho correto, mas como pode ser correto se estamos sozinhos? Será que a solidão faz parar a caminhada, que cada um tem a sua e, que em algum instante, aquele momento vai chegar para todos? É aí que é há prova de fogo - continuar com o anseio de encontrar algum rosto conhecido mais adiante ou parar e tentar voltar e, quem sabe ainda, encontrar alguma mão que ficou esperando na certeza da volta.

Fechei os olhos, dei um giro que não sei ao certo se foi de 180º ou 360º. Tudo girou junto, minhas idéias descolaram-se uma das outras. Quando abri os olhos, continuei sozinha, apenas com uma brisa soprando em meu rosto. Insistentemente. Não sei se era um afago ou se era vento mesmo. Fique sentada esperando a brisa passar. Ela era mais intensa na face direita, forçando-me a olhar para o outro lado. Na certeza cheia de incertezas, continuei ali, sentada, olhando para frente, sem pegadas, sem caminho, sem volta ...sem ida...sem sorriso...sem ...sem...

3 comentários:

Mari Migliacci disse...

arrasou, gatona.
vai com wander wildner...
eu vou no ritmo da vidaaa...eu vou no ritmo que a vida me levar! chegando lá...quero te encontrar!!!
bjão e obrigada pelo texto bonito no blog.

Renata disse...

Mari, voc� � �tima! Depois de editado ficou at� bonito...hhehehe adoro-te.

Paula Oliveira disse...

Arrasou, Rê!!

Eu me identifiquei muito com esse texto, muito mesmo. Também me vejo muitas vezes como se estivesse no meio de um caminho, sem saber direito pra onde estou indo, mas tb sem ter como voltar para trás...
Mas acho que às vezes o fato de se estar sozinho pode ser importante pra gente se aprofundar no auto-conhecimento (que jamais termina!) para então continuarmos seguindo por aquele(s) caminho(s) desconhecido(s).
Aproveitemos o vento, que pode de repente estar querendo apontar uma direção...