segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Ode ao Azedume - by Roberta Naddeo

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou...


Caixa de mensagem: 10 novas

8 delas spam e duas você enviou para você mesma não esquecer que amanhã é a entrega daqueles relatórios.

MSN: vários contatos online. Abro minha janela às 9h, quando chego ao trabalho. Às 18h, ele ainda não me deu um bom dia.

De segunda a sexta: preguiça, ônibus e MP3 nos ouvidos. Novelle Vague distrai das businas e das pessoas e suas mesmices. Já bastam as minhas...

O trabalho me cansa, mas é uma das poucas coisas que me estimula hoje em dia. O trabalho estimula o cérebro que cisma em empacar na mesma sinapse o tempo todo. Aquele estímulo que fica bem no meio de dois neurônios – aquele que tem potencial de se transformar em pensamento bom, volta como pensamento ruim, pegajoso e pára, porque não sabe o que quer.

Trabalho-casa-cozinha-banheiro e cama. Imagens e vontades pulam cercas até eu pegar no sono.

Lá pela quarta ou quinta-feira algo me dá um suspiro. Uma bobagem da Mari me faz rir e eu retruco com um azedume na ponta da língua. Ela compreende e ri de mim e dela mesma.

Final de semana: na expectativa de algo novo, a mesmice do sempre supera as expectativas. Pessoas novas, risadas - muitas risadas - no mesmo lugar de sempre. Final de noite? No final do sábado a gente se dá por satisfeita, volta pra casa, ri por duas horas para começar o domingo do mesmo jeito.

- Ganhei o texto hoje à tarde durante desabafos e reflexões. Adorei. E adorei que minhas bobagens suscitem suas respostas azedas e nossas risadas. Êta vida besta, meu deus!
Te amo, gatinha. Arrasou na produção.

Um comentário:

Paula Oliveira disse...

O que seria da gente nesses dias de bode da mesmice sem o azedume que salva com sua maneira tão singular? (Eu gosto do azedume, prefiro ele à total falta de reação)

Bjomeligaarrasaramhein!